A carne seca apreendida em uma empresa de processamento de alimentos na cidade de Itupeva nesta terça-feira (27) estava com larvas e insetos, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil.

Cerca de 50 toneladas estragadas do produto foram apreendidas no pátio da empresa do grupo Marfrig. Em nota, a empresa afirmou que o material seria descartado e que estuda adotar medidas judiciais para fazer valçer seus direitos.

A Polícia Ambiental e a Vigilância Sanitária chegaram ao local depois de uma denúncia de pessoas que moram perto da fábrica, que teriam reclamado de um forte mau cheiro no local.

De acordo com a polícia, as caixas com as carnes apreendidas estavam cobertas por lonas no pátio da empresa, ao lado de uma linha de produção. Policiais disseram que, durante conversas com funcionários, eles revelaram um plano de reaproveitamento dos produtos. A carne estaria sendo analisada e reembalada para venda.

Para o delegado Luis Carlos Duarte, o material seria processado e voltaria para o mercado. “Essa carne deve ser destruída. Estamos mantendo em depósito no próprio local, até por uma impossibilidade de movimentar a carga no momento. Vamos acompanhar a destinação dada a ela, que seguramente será destruída”, diz.

A carne saiu de Rio Verde (GO) e estava em Itupeva há quase um mês. A procuradora da empresa foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo e a denúncia será encaminhada agora para outros órgãos competentes.

Por meio de nota, a Marfrig afirmou que a carne apreendida está regular e que “faz parte de um lote de produtos em processo de descarte devidamente acondicionados e vistoriados pelo Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, portanto, não destinados à comercialização e ao consumo”.

Confira a íntegra da nota:

“A companhia informa que o lote de carne vencida encontrada em sua unidade em Itupeva/SP estava armazenado para descarte e de forma alguma seria destinado para o consumo. O produto estava segregado em área própria, com autorização e conhecimento do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que é o órgão responsável pela gestão sanitária e qualidade do produto.

Na data de ontem, a pedido da própria empresa, a Polícia Civil visitou a unidade para realizar vistoria de rotina relacionada ao uso de produtos controlados, portanto, o comparecimento da autoridade não foi fruto de qualquer problema relacionado ao descarte dessas carnes.

O procedimento de segregação e descarte de produtos vencidos, obviamente, é comum na indústria alimentícia e segue protocolos sanitários rígidos, que os quais foram obedecidos pela companhia.

Não existe qualquer ilegalidade na conduta da empresa, pelo contrário, à medida que os produtos estavam em área externa de descarte apartada do estoque de produtos destinados ao consumo e que lá estavam sob pleno controle do Ministério da Agricultura e autorizados pelo SIF, fica claro que o tratamento adotado foi plenamente correto.

A companhia lembra ainda que uma das unidades da empresa está submetida a um fiscal sanitário federal, sem vínculo com a empresa e indicado pelo Ministério da Agricultura. É esta autoridade que tem o poder de liberar ou não produtos para o consumo. Sem a referida autorização, o produto não pode circular e ser comercializado. Portanto, não havia a menor possibilidade dessas carnes serem interpretadas como produtos destinados ao consumo, uma vez que eles não tinham a referida autorização do SIF.

Neste sentido, a companhia lamenta a atuação da autoridade Policial Civil, que em uma visita de rotina interpretou os fatos de forma equivocada e informa que está avaliando a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais para fazer valer os seus direitos.
A companhia reforça o compromisso com seus clientes e consumidores de sempre prover produtos da mais alta qualidade, obedecendo integralmente as normas de controle sanitário”.

Fonte: G1

+

Anuncie Gratuitamente

Imóveis, Vagas de Emprego, Negócios e Serviços. Anuncie Gratuitamente no Portal Jundiaí.

É rápido, é fácil e dá resultado.
Ta esperando o quê?

Anuncie Já!