O mês de outubro começou com uma grande redução de despesas em vários municípios da região, que estão com menos dinheiro nos caixas.

Em Jundiaí a prefeitura tem previsão de queda na arrecadação de R$ 115 milhões. Para cobrir este rombo, está sendo feita uma renegociação de contratados, redução de despesas como salários e horas extras, etc. Em Jarinu, a expectativa é uma queda na arrecadação de 30%, uma média de R$ 500 mil por mês. A gestão será na área dos imóveis.

Em Itupeva, os administradores municipais vão rever contratos e cronograma de execução de obras.

A cidade de Campo Limpo Paulista não divulgou uma expectativa de queda, mas afirmou que está proibido gastar com aluguéis, carros e equipamentos. Horas extras foram cortadas e uso da frota não será permitido no fim de semana. Já Itatiba pretende poupar R$ 18 milhões em consumo de energias, evitar viagens, entre outros.

Dos 26 municípios da região metropolitana de Sorocaba, todas as cidades estão revendo os investimentos. A partir de agora, a Prefeitura de Votorantim passa a funcionar das 12h às 18h. O motivo é a queda na arrecadação e o corte de gastos.

Ainda em Votorantim, a Secretaria de Educação manterá o horário de atendimento normal de suas unidades. Já os postos de saúde continuam atendendo nos horários já estabelecidos. Além disso, o agendamento das ambulâncias da cidade passa a ser feita em um novo local. As pessoas que precisarem agendar as viagens devem ir das 8h às 12h na portaria da Prefeitura de Votorantim, com acesso pela avenida vereador Newton Vieira soares e a mudança é devido ao novo horário de expediente do órgão. A expectativa, é que até o fim do ano seja possível economizar R$ 1 milhão.

Em Itu, a prefeitura cortou horas extras, suspendeu contratações, criou uma comissão de controle de despesas e 57 funcionários comissionados foram desligados. Já a prefeitura de Mairinque disse que perdeu um R$ 1,5 milhão em repasses. Portanto, a ordem é diminuir os gastos com contas de água, luz, telefone e combustível.

Em Sorocaba, a prefeitura reduziu em 70 % o repasse à ONG Pérola que mantém trabalhos nas unidades do Sabe Tudo, principalmente, com cursos de profissionalização. Com isso, 170 pessoas perderam o emprego e o repasse que era de 630 mil reais, caiu para 180 mil.

A falta de dinheiro também já afeta a saúde. A Santa Casa de Sorocaba diminuiu o atendimento no setor de oncologia para pacientes da região e não vai mais internar pacientes com problemas psiquiátricos. “O setor custa mensalmente aproximadamente 160 mil reais, conta 10 leitos, uma equipe médica 24 horas e pessoal de apoio. É um setor específico, mas como não houve ajuda nas verbas, o município não tem mais como arcar com os custos. Por isso, por não ser uma área vital, preferimos cortar até que o repasse volte a ser feito”, explica o Secretário Municipal de Saúde, Francisco Fernandes.

Em Salto, a arrecadação caiu 44% entre janeiro e julho. Por isso, contratos serão revistos, horas extras estão cortadas, algumas máquinas copiadoras e carros de aluguel já foram devolvidos. Sete prédios vão deixar de ser alugados e o concursos públicos marcados para outubro foi adiado para o ano que vem.

Cortes no Brasil

Segundo a professora de direito tributário e constitucional Claudia Marchetti, os cortes estão acontecendo em todo o Brasil e os municípios mais afetados são os pequenos, já que dependem do repasse de verbas. “Os municípios que tem menor atividade econômica, ou seja, sem indústrias ou comércio forte, municípios menores dependem do repasses”, explica.

A professora explica que houve uma diminuição das receitas tributárias e das verbas destinadas por deputados federais. “É preciso cortar os gastos administrativos e tentar preservar os direitos sociais como saúde, educação”, afirma.

Com informações do G1.

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