O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (9) a abertura do processo para a privatização de seis aeroportos regionais do Estado de São Paulo. Um deles é o aeroporto de Jundiaí (SP), o Comandante Rolim Adolfo Amaro, que só no mês de abril recebeu quase 1 mil passageiros, além de mais de 7 mil aeronaves. A privatização é um dos pedidos dos administradores do local e faz parte da nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL), que vai privatizar aeroportos, rodovias, ferrovias e portos.

O governo federal fez o anúncio nesta terça-feira, com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões nos próximos anos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados entre 2015 e 2018, durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

O próprio Departamento Aeroviário do Estado (Daesp), que atualmente administra o aeroporto, e também a Agência do Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) vão organizar todo o processo de privatização. As empresas vão mandar as propostas e participar como se fosse um leilão.

Além de Jundiaí, também vão ser privatizados os aeroportos de Bragança Paulista (SP), Araras (SP), Ubatuba (SP), Itanhaém (SP) e Campinas (SP). Entre esses, o de Jundiaí é o que tem maior movimentação.

O aeroporto Comandante Rolim Adolfo Amaro é composto por 17 hangares e está localizado a 57 quilômetros da capital paulista e a sete quilômetros do centro da cidade. A pista é de aproximadamente um quilômetro e meio.

De acordo com o Daesp, no mês de abril deste ano circularam 999 passageiros pelo local e 7.693 aeronaves. O aeroporto ocupa o primeiro lugar no ranking do interior paulista de pousos e decolagens de aviação executiva, ficando a frente de aeroportos como dos amarais em Campinas, e também dos aeroportos de Sorocaba (SP) e Ribeirão Preto (SP).

De acordo com o presidente de um dos conselhos de segurança da cidade, Dirceu Cardoso, é possível saber porque o aeroporto de Jundiaí é uma boa alternativa como escala para chegar à capital. “A vantagem de descer em Jundiaí e usar como alternativa, fica mais rápido sair de Jundiaí e ir pra São Paulo do que descer nos aeroportos enfrentar o transito engarrafago. Dificulta a mobilidade para se deslocar de um ponto para o outro”, completa.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Aviação Civil, à partir da publicação no Diário Oficial da União, que deve ser feita nesta quarta-feira 10), a responsabilidade pelas concessões passa a ser do Governo Estadual.

Governo anuncia novas concessões

Com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões nos próximos anos, o governo federal anunciou nesta terça-feira (9) a nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL), que vai privatizar aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados entre 2015 e 2018, durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

O pacote de investimentos é mais uma tentativa da presidente de modernizar parte da infraestrutura do país. Essa nova versão do PIL também é uma reação de Dilma à queda de sua popularidade provocada pela desaceleração da economia e as denúncias de corrupção na Petrobras.

Na primeira fase do PIL, anunciada em agosto de 2012, havia a previsão de investimentos de R$ 133 bilhões apenas em rodovias e ferrovias. Entretanto, dos nove trechos de estradas, apenas seis foram leiloados. Dos projetos de ferrovias, nenhum saiu do papel.

Para essa nova fase do programa, o governo fez mudanças para atrair os investidores e reduzir as chances de novas frustrações. Entre elas está a possibilidade de concessão por meio de outorga, em que vence quem paga ao governo o maior bônus pelo direito de explorar um serviço. Esse modelo foi adotado durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e era criticado pelo PT.

“Com uma melhor infraestrutura, nós vamos poder atender melhor o setor agropecuário, poderemos escoar mais rapidamente a produção do Brasil. A redução dos custos beneficiará em muito a indústria, reduzindo custos de importação e exportação, promovendo maior integração entre as cadeias globais de valores. Também vamos atender ao aumento do volume de viagens do Brasil, proporcionando melhores serviços”, disse o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, durante o anúncio do pacote.

Fonte: G1

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