Cem prefeitos de vários municípios do Estado de São Paulo se reuniram em Jarinu nesta semana para discutir a crise nos cofres públicos. A intenção do encontro foi de adotar alternativas para resolver os problemas e reivindicar melhorias para o governador Geraldo Alckmin e até para a presidente Dilma Rousseff.

Com a desaceleração da economia, a arrecadação dos municípios foi para o vermelho e manter o orçamento equilibrado para fechar o ano no azul é o desafio. Na cidade de Jarinu, os repasses dos governos federal e estadual foram reduzidos em mais de 20%. Sem o dinheiro, sobram problemas.

“Recebimento de convênio do governo federal e estadual, que está deixando de repassar para os municípios. É aí que temos dificuldades porque esse dinheiro é usado na saúde, educação, no transporte, etc”, explica o prefeito de Jarinu, Vicente Zacan.

Em algumas cidades, os administradores já começaram a reduzir despesas. Por decreto, cortam gastos que parecem pequenos, mas juntos podem dar reflexo no orçamento.

Em Itatiba, o prefeito João Fattori calcula um déficit de R$ 15 milhões no ano. Para equilibrar o orçamento, planejou várias ações. “Proibimos a compra, a não ser as emergenciais, mas aí também passando para o chefe do executivo a avaliação. Estamos fazendo também a renegociação de contratos, como com a Santa Casa, com a UPA, com a merenda escolar, com a empresa de lixo”.

Em Campo Limpo Paulista, o prefeito José Roberto de Assis conta que também terá uma dose parecida de corte nas despesas operacionais. “A partir do próximo dia 19, nos vamos reduzir o expediente no prédio da prefeitura e em outros setores da administração. O objetivo é economizar gasolina, energia elétrica, telefone, água, etc. Daqui 30 dias vamos avaliar qual vai ser a economia realmente”.

O presidente da associação paulista dos municípios que é prefeito da cidade de São Manuel, Marcos Monti, fala que a economia do país deve aumentar a demanda por serviços municipais. “Quando o funcionário é demitido se ele tem convênio de saúde, ele perde o convênio e passa a usar a rede pública. Se ele tinha um filho na escola particular, ele vai colocar o filho na escola pública. E isso realmente é uma equação que não se fecha, porque os municípios tem menos dinheiro com o aumento da demanda dos serviços públicos”.

Uma nova reunião com os prefeitos foi marcada, para o começo do próximo mês, mas ainda não tem dia e local definido. Eles pretendem fazer uma carta com reivindicações para ser entregue aos governos estadual e federal.

Fonte: G1

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